
MOTIVO DA VISITA
A visita de Kia Joorabchian ao Brasil teria como intuito assegurar financeiramente um possível suborno ao dirigente da FIFA, Jérôme Valcke, que deve chegar em breve à São Paulo para vistoriar o terreno de Itaquera e o projeto de estádio corinthiano.
A informação foi passada por um amigo em comum de Oliverio Junior e Andres Sanches, de ligação estreita com o Governo Brasileiro.
Uma coisa é certa.
Não é verdade que o iraniano veio batizar o seu filho.
Embora, após ser descoberto, não duvido que consiga simular este evento.
Não seria também a primeira visita do iraniano ao País após receber habeas corpus da “generosa” justiça brasileira, muito menos o primeiro encontro entre ele e Andres Sanches.
Nas outras vezes, Kia Joorabchian passou despercebido, recebendo suas visitas no flat de Oliverio Junior, o mesmo onde ficou hospedado o garoto Oscar.
Diferente do que diz a cúpula corinthiana, o interesse de que o Fielzão seja o palco da abertura do mundial é muito grande, não só para o clube, mas para os “parceiros” do presidente alvinegro.
Entre eles a turma da “organização” e a cúpula petista ligada a José Dirceu.
O FLAGRANTE NO RESTAURANTE
Kia Joorabchian e Andres Sanches almoçaram por mais de uma hora em um restaurante de São Paulo, acompanhados de Oliverio Junior.
Não contavam com a presença de Jose Luis Datena no mesmo local.
O jornalista ligou para o ex-jogador Neto, contando o que estava presenciando.
Desesperado, Neto pegou o telefone e ligou para avisar Andres Sanches.
Segundo a versão de Neto à Rádio Bandeirantes, o presidente do Corinthians mentiu para ele dizendo que não estava com Kia.
A informação que tenho é diferente.
Após o alerta, Sanches tratou de combinar com Kia a desculpa a ser utilizada no episódio e, sem saber que já estava sendo observado, tratou de se evadir do local.
Na verdade, o que era para ser um encontro sem alarde, tornou-se um problema a ser contornado.
NETO SABE MAIS DO QUE DIZ
Diferente do que disseram (Kia e Andres), não é a primeira vez que se encontraram nos últimos anos.
Muito menos que realizaram negócios.
O ex-jogador Neto – que sabe muito mais do que diz – revelou em entrevista à Rádio Bandeirantes que foi por intermédio de Kia e Bertolucci que Marcelo Mattos chegou ao Corinthians.
Fato já conhecido pelo bem informado leitor deste blog.
Vale lembrar que na época os dirigentes corinthianos desmentiram a informação.
Posteriormente Neto disse em seu “twitter” que se “confundiu” e que o empresário que negociou com Kia, na verdade, foi Carlos Leite, não Bertolucci.
Como se Kia, Bertolucci, Oliverio, Andres e Carlos Leite não fizessem parte de uma mesma “organização”
Comprovando a ligação – também negada anteriormente – entre o empresário de Mano Menezes e o iraniano.
KIA DEBOCHOU DA JUSTIÇA BRASILEIRA
O iraniano Kia Joorabchian abriu vinte e cinco processos criminais contra este blog.
Tentou ainda, por intermédio de uma de suas advogadas, fechar um acordo com este periodista para que deixássemos de falar sobre ele neste espaço.
“O Kia não tem nada contra você. Apenas quer que deixe de falar sobre ele em seu blog. Você é o único cara da imprensa que ainda fala sobre ele. Está prejudicando a vida do Kia. Ele quer voltar para voltar para o Brasil, ficar em paz… precisamos entrar num acordo que seja bom para os dois lados”, disse a representante do iraniano.
Evidentemente, recebeu a resposta devida.
Kia não compareceu em nenhuma audiencia, amparado por um “atestado de pobreza” inserido no processo, que tinha em seu teor uma declaração de que o pobre iraniano não tinha condições de arcar com as passagens.
Agora, de volta ao Brasil – segundo ele à passeio – hospedado em hotel de luxo e comendo em restaurantes caros, Joorabchian tratou de comprovar que sua alegação de pobreza, além de falsa, tratava por debochar do judiciário brasileiro.
Com a covardia dos que andam e fazem negócios nas sombras, Kia não teve a coragem de encarar a verdade perante este jornalista.
A comprovação de quem mente para a justiça deve ser levada em consideração por aqueles que lhe concederam o habeas corpus.
Chegou a hora de prendê-lo.